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A Importância da sela para
o cavaleiro e o reflexo da sua utilização para o cavalo. |
Montar bem sem sela é
possível, e é surpresa para muita gente aprender que um bom cavaleiro em
pêlo é mais agradável para o cavalo do que o mesmo numa sela que não sirva
para aquele cavalo, exercendo pressão desigual e/ou em pontos inadequados
do dorso do animal. Alías observo com freqüência cavaleiros iniciantes ou
até intermediários que reagem com espanto quando ouvem que há diferentes
tamanhos de selas para diferentes cavalos - "pensei que fosse tudo
igual",ou ainda "nunca ninguém tinha me falado isso" são reações
freqüentes. Isso equivaleria a assumir que um único tamanho de sapato, ou
de chapéu, servisse para toda as pessoas do planeta...
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Quando escolhemos uma sela, o conforto do cavalo tem que ser nosso primeiro critério, pois afinal é ele que está "carregando o peso", e seu desempenho jamais será o esperado quando a sela lhe provoca desconforto. A sela deve se apoiar na musculatura lateral de ambos os lados do dorso do cavalo, deixando a coluna vertebral (a parte óssea) inteiramente livre de contato e de pressão, mesmo quando o cavalo se encontra acomodado nela. Os painéis laterais( suadouros ) devem fazer contato com o máximo possível de superfície corporal,distribuindo a carga por igual. É muito comum encontramos selas largas demais utilizadas em cavalos de cernelha alta e/ou musculatura dorsal pouco desenvolvida, o que leva a contato constante do cepilho com a cernelha. Isto é o caso quando selas feitas para cavalos de tipo quarto-de-milha (de dorso largo e cernelha mais baixa) são colocadas em cavalos mais finos,tais como mangalargas ou mestiços.Assim são causadas as famosas pisaduras de cernelha ou de lombo, além de dores generalizadas e mal diaguinósticas no cavalo. |
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Independente da modalidade, a sela precisa colocar o cavaleiro não numa posição "sentada em cadeira" E sim numa atitude semelhante a quem está parado em pé com as pernas flexionadas: mais para as modalidades que utilizam estribos curtos, tais como o salto, e menos para aquelas em que o cavaleiro se vale da perna alongada, como no adestramento; o eixo vertical do corpo do cavaleiro precisa sempre se mantido,e isto com um mínimo de esforço. Alguns problemas de construção da sela que dificultam esta posição, e que são freqüentes em modelos baratos, incluem os loros (correias dos estribos) colocados muito à frente, e o assento (parte mais funda da sela) inclinado para trás.Além disso, há tamanho de sela adequados a cada tipo físico, tanto altura quanto peso e até anatomia do quadril de cada pessoa. No Brasil, as selas de hipismo vêm em sua maioria no tamanho "17 polegadas", que é o comprimento do assento medido de sua parte traseira central até uma das laterais dianteiras. Ainda que este tamanho atenda ao "tipo mediano", pessoas altas ou de quadril mais largo necessitam de uma sela 17 ou 18 polegadas, enquanto as menores (16 polegadas) são indicadas para crianças e jovens. Raciocínio semelhante vale para as selas de trabalho ou de passeio, ainda que nestas a medida seja feita de maneira diferente. |
Num passeio pelas lojas, é possível ver muita diferença de preços de selas.Generalizando, vale dizer que as importadas da Europa e EUA são as mais caras, e muitas vezes (mas nem sempre) têm excelente acabamento, e acabam compensando do ponto de vista custo-benefício, ou seja, da duração de sua vida útil. Cuidado com as selas anunciadas como "importadas", cuja origem é Paquistão ou Índia, e que de modo geral deixam muito a desejar em termos de acabamento e qualidade do couro. Para iniciantes e amadores de todas as modalidades, selas nacionais de qualidade acabam por ser a melhor escolha, aliando bom artesanato e acabamento correto a um preço intermediário. Selas nacionais muito baratas, especialmente alguns modelos de selas australianas muito em voga entre cavaleiros de lazer, quase sempre pecam por acabamento, couro fraco e desequilíbrio entre suas metades, comprometendo a segurança do cavaleiro e o conforto do cavalo.Costumamos aconselhar aos nossos clientes que é melhor esperar mais um pouco e comprar logo uma sela melhor, se for o caso com a acessória de um treinador profissional ou de um cavaleiro mais experiente. A sela barata acaba sendo uma falsa economia, pois depois de alguns meses seu proprietário reconhece que precisa de outra, gasta mais dinheiro - e jamais conseguirá se livrar da primeira sela, que não usa mais! |
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Raciocínio semelhante vale para a aquisição de selas usadas: pode ser um ótimo negócio, quando se trata de material de qualidade que sempre foi bem conservada.Pode não compensar, quando a sela precisa de muitas reformas, re estofamento e outros serviços que dependem de um seleiro capacitado, o qual não exite em todas as regiões do país. O "oficio de seleiro" é uma profissão artesanal das mais antigas, que dependem de longos anos de aprendizados e experiência. Cada boa sela é quase uma obra de arte individualizada, que em seus detalhes oculta horas de trabalho utilizando ferramentas as quais, por mais especializadas que sejam, dependem das mãos do mestre-artesão para funcionarem corretamente. O preço que se paga por uma sela de qualidade vem de todos esses fatores. |
a) Utilização: lazer,
trabalho ou esporte? |
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" Seus suadouros se apóiam
uniformemente na musculatura dorsal do cavalo; |
Fonte:
Revista Horse
Ed.109 de
Dezembro-2004
Texto de Claudia Leschonski