A
origem da raça Bretão teve início em 1830 na França, mais precisamente na
região da Bretanha ( Noroeste da França ) sendo que o livro genealógico
iniciou-se em 1909 e hoje é controlado pelo Syndicat des Eleveurs du
Cheval Breton , que a partir de 1950 começou a marcar à fogo os animais
inscritos no livro com a figura estilizada de um armiño (arma branca,
semelhante a uma espada) na tábua esquerda do pescoço.
O cavalo foi
trazido para o Brasil face iniciativa do Exército, que precisava do animal
para puxar os equipamentos de artilharia.
As primeiras importações
ocorreram provavelmente em 1927 pelo Estado de São Paulo, através da vinda
do garanhão Breslau, destinado ao antigo Haras Paulista de
Pindamonhangaba.
Entre 1932 e 1956, o Exército Brasileiro importou perto
de cem reprodutores para as Coudelarias de Tindiqüera-PR, de Rincão-RS,
Pouso Alegre-MG e Campo Grande-MS, sendo que os serviços e manejo ficaram
concentrados na Coudelaria de Tindiqüera por ter melhor clima para
adaptação dos importados .
Através dos programas de expansão da raça,
muitos governos estaduais e criadores particulares receberam, através de
empréstimo, garanhões do Exército para cruzar com as éguas Bretãs e éguas
comuns (as éguas puras eram adquiridas em leilões realizados pelo
Exército).
Com a desativação da maioria das coudelarias do Exército na
década de 70, devido a chegada da mecanização agrícola, o já reduzido
rebanho centralizado em Tindiqüera-PR foi vendido em leilão e algumas
dezenas de criadores paranaenses cuidaram de sua preservação.
O Haras
Paulista de Pindamonhangaba foi transferido para a Coudelaria Paulista,
hoje Estação Experimental de Zootecnia do Instituto de Zootecnia de SP, no
município de Colina, onde o governo estadual concentrou um rigoroso
trabalho de seleção da raça no Estado.
Novos produtos foram adquiridos ou
emprestados para cruzamentos que ajudaram a aumentar o plantel paulista,
que ganhou mais três fêmeas e um garanhão importados da França em 1976 e
outros seis animais em 1983.
Os produtos foram sendo comercializados em
leilões anuais e comprados por criadores de todos Estados, mas
principalmente de São Paulo e Minas Gerais. Hoje o Posto de Colina conta
com o maior plantel PURO da raça Bretão no país.
Em 1982 foi fundada a
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DO CAVALO BRETÃO, em Curitiba-PR, por
um grupo de criadores , mas somente em 1989 abriu seus livros de Registro
Genealógico .
A Associação Brasileira da raça passou por várias
dificuldades em Curitiba, mas conseguiu superá-las com o apoio dos
criadores de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Em 1986 as Secretarias de
Agricultura de Goiás e do Rio Grande do Sul importaram da França cerca de
30 animais, os quais foram vendidos a criadores particulares de São Paulo
e Minas Gerais. Depois começaram as importações particulares,
primeiramente pelo Sr. Lineu de Paula Machado , em 1990, que trouxe para
Botucatú- SP 11 animais (10 fêmeas e 1 garanhão Em 12/06/95 em Assembléia
Geral Ordinária para eleição de nova Diretoria, foi aprovada por
unanimidade, a transferência da sede de Curitiba-PR para Jaguariúna ,
Estado de São Paulo, pois a ABCCB necessitava se aproximar da grande
concentração das Associações Brasileiras de raça e ser reconhecida e
divulgada no meio eqüestre.
Após as mudanças, começaram as melhoras e a
repercussão foi grande, muitos interessados na raça e novamente voltaram
as importações através do Sr. Anis Razuk, em setembro de 1997, que trouxe
para sua propriedade em Itú-SP: 2 garanhões e 2 éguas prenhas.
Através de
doações dos membros das Diretorias 95/97 e 97/99 a Associação conta hoje
com um centro de processamento de dados que além de servir ao Serviço de
Registro Genealógico (SERG), auxilia a administração e o departamento de
cobrança tornando os serviços mais rápidos e melhor atendendo os criadores
do Bretão. Em Novembro de 1997 a ABCCB firmou um convênio com o Ministério
da Agricultura, onde através de suas verbas conseguimos: um novo software
para o SERG e para a ABCCB , a confecção de impressos de divulgação, uma
reunião com o Syndicat des Eleveurs du Cheval Breton para intercâmbio e, a
realização de cursos para credenciamento de novos inspetores em outros
Estados.
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