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55 ANOS FAZENDO O IMPOSSÍVEL

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INDEPENDENTES, 55 ANOS FAZENDO O IMPOSSÍVEL

"Que todos os nossos esforços desafiem as impossibilidades: lembrai-vos que as grandes conquistas da história foram conquistas do que parecia impossível" (Chaplin)


Afirma o velho ditado popular que fazer o possível é fácil; o difícil é fazer o impossível.
A Festa do Peão cresceu tanto no mês de agosto que o dia 15 de julho marca o aniversário do Clube Os Independentes, e costumava passar batido. Como em toda família que se preza, cabe aos membros dela cultuar a data, e repercuti-la com o mesmo orgulho que temos ao proclamar o nosso amor por um ente querido que "apaga mais uma velinha" devidamente celebrada na coluna social.
E o que fazia aquela rapaziada (os paulistas Luiz Brandão, Lapa, Nenê Daher, Horácio Azevedo...) que, em julho de 55, freqüentava o Bar do Henrique e o Restaurante Rio D´Alva?
Não era uma turma de peões e nem mesmo de boiadeiros. Alguns até que tinham um pé na roça ou na pastagem, filhos de fazendeiros, que rodavam porém, pela cidade, a bordo de Bel Airs e Studebakers, fazendo como primeira promoção uma Gincana de Automóveis em benefício da Vila dos Pobres.
Queima do Alho, então, é algo que veio bem depois, com o processo de aculturamento da Festa, induzido pelos estatutos sociais solenemente redigidos pelo dr. Dino Scannavino, para "preservar as legítimas tradições culturais do município".
As primeiras práticas filantrópicas da confraria em nascimento tiveram a marca da classe média imigrante. Como a mineirada de Barretos (Zequinha, Pratinha, Rubico de Oliveira, Orlando Araújo, Paulo Pereira...) que apreciava e muito o quibe dos Daher, dos Mauad, dos Gemha e dos Monsef, os primeiros trocados levantados pela turma financiavam históricas "Quibadas", sempre sobrando um pouco para uma entidade assistencial.
Para fazer um rodeio, seria preciso um picadeiro. Que tal comprar um Circo de Touradas? Lá veio, então, o pomposo FUBÉCA, procurado a bordo do avião do Joaquim Goulart, porque a rapaziada independente desde cedo era "mal inclinada". Lombo de burro só mesmo para o Neguinho do Otávio. Herói anônimo do sertão era pra ser homenageado e não encarnado, porque ninguém era de ferro. Todo mundo era mesmo de fazer serestas, ajudando o Luiz Brandão a roubar o piano do Grêmio e sair madrugada afora, alegrando os corações das moçoilas casadoiras.
O tempo passa, o tempo voa, até a poupança Bamerindus não continuou numa boa.
Com o crescimento da Festa, veio a responsabilidade, a necessidade de continuar crescendo para não encolher. Afinal o que cresce pra trás é rabo.
Assimilamos Chaplin e desafiamos as impossibilidades. Agora estamos a bordo de um veículo que não pode parar, como a série "Velocidade Máxima" de Sandra Bullock, mas precisa ser dirigido com maestria.
E os nossos jovens pilotos vão mostrando a que vieram, para orgulho da rapaziada de 55 que pilotava Cadilac. E relembrar com respeito e saudade alegre, o time dos 11 fundadores que já se foram. Time de uma história vencedora.
Aos de ontem e aos de hoje, portanto, os mais sinceros parabéns, de quem é filho do meio, nem primogênito, nem caçula, mas irmão para o que der e vier. Feliz aniversário, Família Independente. Você merece o carinho barretense, porque ninguém é mais barretense que você...

Mussa Calil Neto
Independente desde 1975

Fonte:Os Independentes)
Fotos:montagem